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FESTIVAL DO RIO 2009: UM GUIA CRÍTICO
Por MARCELO JANOT
24/9/2009
Este guia crítico do Festival do Rio foi feito baseado em alguns critérios bastante pessoais. O primeiro deles foi deixar de lado os filmes cujas cópias já estão legendadas, ou seja, que deveremos ver em breve no circuito comercial. Isso explica a ausência na lista dos filmes de Tarantino, Almodóvar, Ang Lee, Michael Haneke, entre outros. O mesmo critério vale para os filmes brasileiros, exceção feita ao novo filme de Beto Brant, O Amor Segundo B. Schianberg, porque eu mediarei um debate com a equipe do longa no dia 3/10.
Os outros critérios: prêmios obtidos em festivais, críticas positivas em publicações estrangeiras, currículo do diretor e, por fim, minha intuição cinéfila. Espero que não nos decepcionemos! Mas vale a pena conferir as pequenas críticas que serão publicadas diariamente no site. Bom festival!
PANORAMA DO CINEMA MUNDIAL
- “24 City”, de Jia Zhang-Ke - mesmo diretor de “O Mundo” e “Em Busca da Vida” - “Ainda a Caminhar”, de Hirokazu Koreeda – do mesmo diretor de “Ninguém Pode Saber”, ganhou o respeitável Festival de Mar Del Plata - “Aquário”, de Andrea Arnold – prêmio do júri em Cannes - “Bad Lieutenant”, de Werner Herzog - “Doce Perfume”, de Andrzej Wajda - “Doze Jurados e Uma Sentença”, de Nikita Mikhalkov - “Eterno Feitiço”, de Chen Kaige – mesmo diretor de “Adeus Minha Concubina” - “Five Minutes of Heaven”, de Oliver Hirschbiegel – melhor direção e roteiro em Sundance - “Politist, Adjectiv”, de Corneliu Porumboiu – prêmio da crítica e do júri na mostra Um Certo Olhar em Cannes, do mesmo diretor de “A Leste de Bucareste” - “Singularidades de Uma Rapariga Loura”, de Manoel de Oliveira – novo filme do diretor português, que está prestes a completar 101 anos! - “The Time That Remains”, de Elia Suleiman – mesmo diretor de “Intervenção Divina” - “Vincere”, de Marco Bellocchio - “White Material”, de Claire Denis
MIDNIGHT MOVIES
- “American Boy: O Retrato de Steven Prince”, de Martin Scorsese/ “American Prince”, de Tommy Pallota (sessão dupla) - “When You´re Strange”, de Tom DiCillo - “Os Yes Men Consertam o Mundo”, de Andy Bichibaum e outros – prêmio do público em Berlim
PREMIERE BRASIL
- “O Amor Segundo B. Schianberg”, de Beto Brant (mediarei debate com o diretor e equipe no sábado, dia 3/10, às 14h45, no Pavilhão do Festival, na Gamboa)
EXPECTATIVA
- “Amreeka”, de Cherien Dabis – prêmio da crítica na Quinzena dos Realizadores de Cannes - “Eu Matei A Minha Mãe”, de Xavier Dolan - “O Homem Que Comeu As Cerejas”, de Payman Haghani - “Jalainur”, de Zhao Ye – prêmio da crítica em Pusan e Cingapura - “Machan”, de Uberto Pasolini – prêmio do júri na Mostra de SP - “O Pai dos Meus Filhos”, de Mia Hansen Love – premiado em Cannes na mostra Um Certo Olhar - “A Pequenina”, de Tizza Covi e Rainer Frimmel – premiado em Cannes - “Polytechnique”, de Denis Villeneuve - “Seraphine”, de Martin Provost – César de Melhor Filme Francês - “Tráfico de Almas”, de Sophie Barthes – melhor ator (Paul Giamatti) em Karlovy Vary
MUNDO GAY
- “Árvores com Figos”, de John Greyson – prêmio Teddy de melhor documentário em Berlim, do mesmo diretor do ótimo “Paciente Zero” - “Os Tempos de Harvey Milk”, de Rob Epstein – Oscar de Melhor Documentário em 1984
IMAGENS DA TURQUIA
- “A Caixa de Pandora”, de Yesim Ustaoglu – premiado em San Sebastián - “Mommo”, de Atalay Tasdiken
PREMIERE LATINA
- “Cornucópia”, de Juan Carlos Tabío – premiado em Havana e Cartagena, do mesmo co-diretor de “Morango e Chocolate” e “Guantanamera” - “A Criada”, de Sebastian Silva – premio da crítica em Cartagena e Guadalajara, Grande Prêmio do Júri em Sundance - “Lake Tahoe”, de Fernando Eimbecke – prêmio da crítica em Berlim
LIMITES E FRONTEIRAS
- “Fixer: O Seqüestro de Ajmal Naqshbandi”, de Ian Olds - “Por Um Instante, A Liberdade”, de Arash T. Riahl – premiado em Montreal e em outros festivais menores - “Sussurros Ao Vento”, de Shahram Alidi - “Teza”, de Haile Gerima – melhor roteiro e Prêmio Especial do Júri em Veneza
DOX
- “Nollywood Babilônia”, de Bem Addelman e Samir Mallal
GERAÇÃO
- “Quem Tem Medo do Lobo?”, de Maria Procházková
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